sábado, 31 de dezembro de 2011

Fim de Ano

Muitas coisas boas aconteceram esse ano. Cheguei ao último ano da faculdade sem nenhuma DP, terminei de escrever o meu livro, eliminei gente nociva do meu convívio, percebi quem eu devo admirar e quem não merece nem ser levado à sério. Mas sem dúvida, o melhor de tudo, é que ele chegou ao fim. É um ano a menos de provação. Espero que os anos venham melhorando para que eu comece a contá-los como "um ano a mais" e não "um ano a menos".

Feliz 2012 à todos.

sábado, 12 de novembro de 2011

Manifesto por um mundo com sonhos

Quero um mundo onde os compromissos sejam verdadeiros, onde os desejos sejam grandes e nobres. Quero um mundo onde exista honra e coragem. Quero viver num mundo de filme, onde a vida seja tão incrível que o fato de você não saber se estará vivo até o final do dia não importa.

Quero um mundo para salvar, mas um mundo que mereça ser salvo. Um mundo pelo qual valha à pena arriscar a vida. Um mundo pelo qual valha à pena morrer.

Achava que depois de adulta esse meu desejo por entrar nos livros e filmes fosse passar, mas percebi que não. Nem quando minha mente está tão ocupada com outras coisas eu consigo. Eu me apego demais às personagens, mundos e histórias. Desejo dia após dia que fossem verdadeiras tais realidades fantásticas.

E o porquê descobri há pouco; é o fato de que passamos por essa vida sem ação, sem sonhos, sem ter pelo que viver, sem ter pelo que morrer. Personagens são contagiantes, pois têm desejos nobres, expressões encantadoras e até mesmo o mais terrível vilão luta por aquilo que acredita. E nós? Médicos se vendem pela empresa do convênio médico e deixam de lado o verdadeiro sentido da profissão; arquitetos vendem sua capacitação de produzir um ambiente decente para a vida humana acontecer e causam mais desigualdade e conflito; cientistas passam a vida estudando para vender suas descobertas aos ricos ou para produzir destruição.

Na vida real há vilões, como nas histórias, mas são vilões disfarçados de pessoas normais. O bem e o mal não se distinguem na nossa sociedade; os limites estão desfeitos. E como sem o mal não existe o bem, somos agentes que lutam contra nada, agentes que não tem causas para defender. Somos agentes que passam pela vida vazios de significado.

Depois você se pergunta por que se apaixonar por personagens! Ora, eles fazem as coisas certas (mesmo o mais anti-herói dos anti-heróis), eles agem com paixão pelo que buscam. E nós enxergamos isso, senão não nos encantaríamos pelo cinema e pela literatura!

Quem dera poder transcender estes limites. Se eu descobrisse essa possibilidade, com certeza eu passaria para lá e não voltaria mais.

Cabe a nós colocar um pouco de utopia em nossas existências e tentar salvar a nossa realidade, pois ela merece ser salva! Sim aos sonhos, sim ao realismo fantástico. Digam não aos jovens velhos que já saem da escola conformados. Um mundo sem sonhos não é um mundo, pois o mundo é feito de pessoas e pessoas são feitas de sonhos. Se não houver sonhos, portanto não há mundo.

Fim.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Diferente de todas as outras vezes que postei aqui, não haverá correções, não haverá ajustes para que haja nexo ou coerência no que escrevo; escreverei na velocidade desenfreada de meus pensamentos para não deixar passar nenhuma nuance de minha confusão, como uma bola de poeira e galhos secos a rodar pelo asfalto após a passagem de algum carro indo para um lugar que não interessa, pois o que interessa é o que levou tempo para se agregar e que se desfaz à sua passagem.
Eu não faço parte da poeira, não faço parte de nada, agora; eu sou aquela que observa de longe e espera que o tempo passe e as coisas sigam adiante. Não há nada que possa fazer, nada que possa segurar nas mãos translúcidas. É tudo areia, areia no vento.
Não consigo ver a cor do sol, tudo está eternamente cinza. O calor existe, porém o nada prevalece. O vento é tudo o que é possível sentir, balançando os cabelos.
A velha esperança de que alguém pare em seu caminho e olhe para mim, ao menos, veja que estou ali, antes de ir embora.
Nada.
É andar e andar. A certeza de que nunca chega cada vez mais presente. Mas a estrada segue e, enquanto ela seguir,
eu sigo.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Quando você trava uma batalha contra si próprio, só existe um perdedor possível.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

A Personalidade Coletiva na cena Rock n' Roll de São Paulo

Primeiramente, eu quero deixar bem claro que tudo o que está escrito no texto é uma análise global que eu fiz despretenciosamente e não fala de ninguém em especial nem estou generalizando. Já conheci Thrashers e Hards, gente boníssima que eu adoro.

A cada ano que passa, a Personalidade Coletiva - nome dado por mim para o problema que vou descrever a seguir – se faz cada dia mais presente. Se eu fosse psicóloga, poderia escrever uma tese sobre isso mas, como eu sou somente uma mera estudante de Arquitetura que está de certa forma inserida na parcela da sociedade acometida pela tal doença, vou simplesmente passar a limpo as minhas considerações sobre o fenômeno.

Vamos colocar o problema: Garotas e garotos, a maioria bem longe da idade mínima de ir pro rolê ou pior, pessoas que já passaram da idade de se vestirem ridiculamente e terem certos tipos de postura, saem em grupos copiando, quando não seus ídolos do Rock e incorporando estereótipos completamente datados, figuras mitológicas que não tem nada a ver com a realidade em que vivemos.
Dentro disso, uma coisa que deve ser ressaltada é que, analisando todas as pessoas que analisei, pessoas próximas e pessoas desconhecidas, muitas não fazem espontaneamente e sim por que dançam conforme a música que está tocando.
As pessoas se tatuam, se enchem de piercings, usam roupas ridículas, passam maquiagem até no c* - ok, desculpe. – Enfim, agem como seus ídolos agiam só que se esquecem de que isso que vemos acontece no palco, nas sessões de fotos e nos discos mas nunca o Gene Simmons ou o Axl Rose sairiam para ir ao mercado de maquiagem e botas. Além do mais, eles viviam drogados e bebiam o dia todo – não estou falando do Kiss ou do Guns em especial, mas sim dos astros do Rock no geral – por que eles ganhavam rios de dinheiro vendendo discos e não precisavam trabalhar.

Existem diversos estilos na cena Rock de São Paulo, dentre eles, os mais significativos a meu ver são ao Hard Rockers, os Trevosinhos e os Headbangers, poderia citar os Punks que freqüentam a Galeria, mas a vibe Punk aos meus olhos é muito mais ideológica do que de moda, então não entra nessa discussão.

Eu tenho uma banda cover de Vixen, Hard Rock, formada somente por mulheres (como o Vixen de verdade) e já fiz todo o circuito tido como Underground para Hard em São Paulo; já toquei no Seven Beer, na Tribe House, na Ego Club, na Led Slay... Cada coisa ridícula que eu vi; eu vi gente vestida de jeitos que até os caras do Twisted Sister dariam risada se vissem. Todos vestidos iguais, com o mesmo cabelo, com as mesmas calças compradas em lojas completamente identificáveis na Galeria do Rock, falando as mesmas palavras e curtindo as mesmas bandas – Covers. Rapazes extremamente magros usando calças das irmãs mais novas e moças extremamente gordas achando que são as vadias que aparecem em clipes do Guns ou de qualquer outra banda de Hard Farofa. Algum preconceito da minha parte? Não. Não posso falar nada, eu sou gorda também, mas me fantasio somente para gozar do maior privilégio que os anos de estudo me proporcionaram, que é subir no palco.
Outra vertente é a dos trevosinhos, que é bem extensa; inclui os caras que saem de sobretudo, Corpse Paint e lentes transparentes, as ridículas morcegas, os Cybergóticos, os fãs de Marylin Manson (que eles são uma espécie à parte), os Black, Death, Doom, Gore, Splatter e todos esses estilos de Metal que falam de coisas que eles próprios não gostariam de ver tipo o Diabo, sangue, tripas, pessoas mutiladas e esquartejadas mas que continuam cultuando, muitos sem nem saber ao certo o que as letras dizem.
Essa é uma parcela da população acometida pela Personalidade Coletiva que se acha mais inteligente que os outros. Não estou generalizando pois, como já disse, existem inúmeras subdivisões dentro da Vertente Trevosa e não é toda ela que age dessa forma mas, é sintomático que fãs de alguns estilos envolvidos nessa facção leiam sobre Mitologia Nórdica, Grega, Romana, Celta, Vicking, sobre culturas medievais, vampiros – Deixemos bem claro que não é uma leitura de pesquisa e aprofundamento, o bastante é decorar o nome de algumas figuras mitológicas como Odin ou Thor e nomes como Valhalla e sair repetindo por aí para impressionar os outros com o conhecimento.
Essa pessoas acham que só a Alemanha presta por que o Rammestein veio de lá, e enchem o seu perfil no Orkut e Fotolog de fases em Alemão (e finlandês também, é bonito falar finlandês) que viram no Google Tradutor.

Aproveitando que as redes Sociais apareceram na discussão, é importantíssimo ressaltar o quanto elas influenciaram para que essa doença se alastrasse por todos os jovens carentes de São Paulo. O Orkut foi o pior deles. Tive um objeto de estudo relativamente próximo a mim há algum tempo, e pude estudar o quanto o Orkut influenciou as pessoas.
Em ambas as vertentes citadas, Hard e Trevosa, é importantíssimo se maquiar (os homens também entram nessa), se fantasiar e tirar fotos com a galera na Led Slay pra postar no Orkut, evidenciando a característica almejada em cada uma delas; na Hard, a sensualidade (pfff) e na trevosa, a beleza obscura.
É comum encontrar nomes no Orkut com Lady, Cherry, Foxy, Roxy, Snake, Wild, Sixx (esse é o principal haha), em alguns casos vem seguidos pelos sobrenomes dos ídolos (Rose, Coverdale, Valo, Simons, Holopainen, Vai, Kiefer, Sheehan entre muitos, muuuitos outros).
Vida de Internet, não faz de você alguém. Você precisa ler, precisa ouvir, precisa ver para depois, somente depois querer mostrar a alguém. Se entupir de maquiagem e Photoshop, e encher o campo Livros do Orkut de títulos nunca lidos – ou nem isso – só vai tornar a decepção de quem te conhecer pessoalmente maior, pois a pessoa vai perceber que, além de burro você é feio também, e não é nada daquilo que queria mostrar prozamigo.

Os Headbangers eu deixei por último, por que são relativamente inofensivos. Os fãs de Iron Maiden podem ficar no canto deles. O problema é a Cena Thrash; merece especial atenção. Os Thrashers são a espécie mais anacrônica e paradoxal que existe! Eles criaram um mundinho underground deles onde bandas covers ou bem sucedidas não entram.
Explicando melhor, eles se vestem com calças muito justas, camisetas de bandas, coletes jeans e tênis estilo Pride Old School como se estivessem nos anos 80 (um pouco diferente, claro), usam cabelos anos 80, ouvem os plays dos anos 80 e não aceitam que bandas como o Exodus evolua e comece a fazer gravações com o som melhor do que o o do Bonded by Blood, por que para ser bom tem que ser tosco; quem não é tosco é vendido. Tipo o Exodus e o Overkill nos sensacionais discos atuais.
Pelo que pude analisar, poucos deles trabalham, ou trabalham com coisas com Telemarketing ou algo que não lhes confere muito poder de compra e, consecutivamente, não lhes possibilita comprar equipamentos decentes para suas bandas e ficam julgando e tirando de boy as pessoas que trabalham muito para melhorar seu line-up. EU NÃO ESTOU GENERALIZANDO. Toquei Exodus e Anthrax por muito tempo, e conheci pessoas incríveis nesse meio.
No Under não entra cover, mas as próprias bandas de som próprio copiam tanto desde o visual até os acordes, e o jeito de fazer solo que a banda de som próprio vira um cover dos anos 80, sem nada a oferecer para o público atual. Por isso só faz sucesso no Underground. Por isso bandas boas e atuais de Thrash não entram entram na tal Maçonaria Underground , por que temos que ser lúdicos e viver nos anos 80 mesmo que eles já tenham passado há trinta anos.

Resumindo, o que isso causa?

Assassinaram, cremaram e jogaram todo o verdadeiro sentido no Rock n’ Roll no mar quando transformaram ele em moda. Não esqueçamos que, lá nos anos 60, o Rock foi o que levou grande parte dos jovens a reagir às formas de condutas preestabelecidas por suas famílias e olhe só, que ironia! Hoje os jovens seguem regras de conduta preestabelecias por sua tribos. Lindo, não?
Além disso, essa conduta desvaloriza e muito o que temos aqui no Brasil. É lindo enaltecer Finlândia, Noruega, Alemanha, Inglaterra... Cidades como Los Angeles ou São Francisco e falar de Drakkars e Catedrais Góticas (que são templos divinos e não tem nada de sensual nem de obscuro), ir em show de bandas covers e simplesmente impossibilitar que as bandas de Rock/Metal nacionais tenham espaço.
É ridículo; a maioria se acha europeu por que é branco, os que não são enchem a cara de maquiagem pra parecer. Qual o problema de ser brasileiro? Nasceu aqui é brasileiro não importa o que diga. Não estou falando que o púbico tem que trocar os elfos pelo Saci, mas nem por isso devemos esquecer que estamos em um lugar no mundo onde existe uma cena forte repleta de bons músicos, muitos tocando em bandas que botam muito gringo no chão.
O cover deve acabar? Não. Eu toco cover, e gosto. Mas a população prefere ir ver algum cover ridículo de Guns n' Roses na Ego Club do que ir conhecer o som de bandas novas que investem muito para desenvolver o seu trabalho.
Os Thrahsers, apesar de não aceitarem covers no seu Paraíso Underground, também impossibilitam que as bandas apareçam, com a postura quase nazista.

A frase mais esperta que eu já escrevi foi: “O que desperta o seu interesse no mundo não é o que você ouve e sim o seu alcance intelectual.” Deviam todos abrir os olhos para as coisas incríveis que existem fora da Ceninha Rock da night paulistana por que um dia se deixa de ter dezessete anos e se percebe que o mundo é muito maior do que você imagina, e que você não cresceu junto com ele.
Aí Game Over para você e azamiga. Acabou o Glamour. Você cresceu e não é nada. Fim.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Infelicidades e Desgostos Femininos

Estava lendo um artigo sobre Infelicidade Feminina num site; não lembro de quando é ou onde foi publicado originalmente, mas achei interessantíssimo e me levou a escrever este texto, pois me despertou o interesse de organizar uns pensamentos que há muito tempo vêm me perseguindo.
Tal artigo falava que, após muito anos de conquistas, onde as mulheres foram conseguindo igualar seus direitos aos dos homens, a comunidade feminina vem se mostrando cada vez menos contente com a própria vida, independente de raça, classe social, estado civil ou profissão.
Veio a calhar. Outro dia mesmo me peguei pensando sobre a minha vida, sobre a minha rotina, sobre as minhas obrigações... Tenho andando tão cansada! Tão descontente! Mesmo sendo umas das melhores guitarristas que já vi, estando no 3º ano da faculdade de Arquitetura e Urbanismo e dotada de um cérebro um tanto peculiar, minhas conquistas até hoje (e ainda virão muitas mais) parecem não conseguir sobrepujar as coisas ruins que me afligem, todas as cobranças que eu mesmo me imponho.
Estou escrevendo isso tudo para falar de mim? Não. E não é esse o intuito deste Blog. Estou escrevendo para tentar expor tudo aquilo que eu tenho percebido. E não só na minha vida, é uma observação das mulheres num todo (familiares, amigas, colegas de trabalho, etc.) e algumas leituras em revistas e sites que me levaram às fazer tais considerações.
Primeiramente, o mais importante, o que eu acho que é um problema imenso é a tal jornada dupla; eu, que não tenho marido nem filhos, que moro com minha família já sofro com a falta de tempo para me dedicar às minhas coisas.
Uma mulher casada, com crianças para cuidar, trabalha oito horas diárias, ainda têm de administrar um lar (na maioria dos casos, não estou generalizando), cuidar dos filhos, fazer comida, lavar a roupa, cuidar da dispensa e não adianta dizer que ter empregada doméstica resolve todos esses problemas.
Isso cansa. Cansa muito pois, além de contribuir para o padrão de vida da família (trabalhando), é como se a mulher tivesse a obrigação de ser dona de casa também. Aí vem aquele discurso: “Mas ninguém mandou vocês quererem direitos iguais.” E eu respondo com a pergunta: “Você seria capaz de dar o mesmo padrão de vida à sua família se sua esposa não trabalhasse?”
Este tema não merece mais considerações. Enfim. Além de tudo isso que já foi dito, nós somos bombardeadas, literalmente alvejadas por modelos de beleza, de conduta, de vestuário. De crianças à mulheres adultas. Não há idade que escape.
Quando pequenas, na escola, há sempre a menina mais bonita, a mais bonita por ser loira de olhos azuis (mesmo que tenha um nariz horrível, ou um corpo desproporcional). Quando adolescente, você deve ser magra e igual às outras garotas. Quando mulher jovem, à despeito das ditaduras estéticas, começa a competitividade. “Você deve ser uma mulher independente”, é o que diz sua mãe. Você quer ter seu carro, não quer depender de homem nenhum. Você trabalha feito uma condenada, estuda, faz tudo de uma vez só. Você só não dorme nem se cuida pois, a não ser que seja uma abençoada filhinha de papai, você banca seus estudos, suas unhas, seu cabelo, suas roupas, seus sapatos e nem sempre (quase nunca) sobra dinheiro ou tempo para essas coisas “fúteis”.
“Fúteis”, entre aspas mesmo.
Como conseqüência de descuidos contínuos e estresses constantes, a mulher começa a se sentir feia, a engordar, a ter olheiras, a ter menos viço na pele e no cabelo e, ainda sim, abre mão daquele sagrado minutinho no fim de semana por conta dos filhos, do namorado, do marido... Ah, e quando não abre para cuidar de si e fazer algo que goste, algum projeto seu, se sente culpada, mesmo que intimamente, e fica com remorso (não adianta dizer que não, meninas, isso é inerente à essência) ou acaba sendo recriminada pelos mesmos, como : “Você nunca tem tempo pra mim. Você só tem tempo para o seu trabalho. Você não dá atenção às crianças.”
Neste ponto a mulher já está cansada, desanimada e com a auto-estima NULA, e ainda tem que fazer vista grossa para quando o parceiro olha descaradamente para outra mulher na rua, por que nós, mulheres, somos mestres em manter a paz e engolimos sapos dia após dia para não causar desentendimentos.
Você não tem culpa de não ser mais tão atraente como quando ele te conheceu; você não tem tempo para ir à academia ou fazer Ioga! Mas ainda assim você se cobra muito, por não poder manter o corpinho em forma ou a depilação em dia, com a esperança quase ingênua de que se ficar o mais bonita que puder ele vai parar de olhar para outras na rua.
Meninas, isso é sonho, viu? Algumas, dependendo da idade, já devem ter percebido que você pode ser a Miss Brasil que eles vão olhar para o lado SEMPRE. Alguns disfarçam mais que outros, mas isso varia de acordo com jogo de cintura de cada um.
Agora, uma coisa que sofreu uma reviravolta e que foi de um extremo para o outro foi o SEXO. Não sei o que é pior: No passado, quando as mulheres não podiam demonstrar nenhum tipo de interesse no assunto ou hoje que você é obrigada a estar sempre disposta para ‘umazinha’ e, como não fosse o suficiente, tem que ter transas cinematográficas, com direito à orgasmos múltiplos e gemidos.
Fingir orgasmo é o fim da picada. Você queria estar dormindo pra agüentar outro dia cansativo e ainda tem que fingir que está tendo prazer? O funcionamento da mulher é muito diferente do dos homens. Nunca façam isso! Seja lá quem for que vá ler isso aqui.
E nessa hora, os problemas com as gordurinhas a mais sempre voltam á cabeça, e mina o nosso desempenho pois, mesmo que nossos parceiros não nos comparem (não comparam mesmo, acreditem, senão já teriam nos trocado por coisa melhor. O importante é ter b*, entendem? - Desculpem pelo deslize da língua.) A gente se compara e se sente aquela coisa feita com material de demolição, sabem? Com o que sobrou na fábrica de pessoas lá no Céu.
Nós, mulheres, buscamos sempre ser as melhores em tudo. Desde pequenas nós somos cobradas de maneira subjetiva a sermos as mais bonitas, as mais delicadas, as mais femininas, as mais bondosas, as mais certinhas e as mais safadas (é possível isso?)... Somos levadas a criar rivalidade até entre amigas e parceiros. É triste ver marido e mulher disputando para ver quem é melhor, quem ganha mais...
A busca pela perfeição é algo que nos persegue. Toda mulher quer ser Vênus, Brigitte Bardot, Marilyn Monroe, Monaliza e no fundo se sente a Dercy Gonçalves.
Estou tentando dizer como se deve agir e pensar? Talvez no dia em que eu consiga seguir meus próprios conselhos eu comece a dá-los aos outros, por enquanto é só uma reflexão pra vocês tirarem dela o que acharem que devem. Se consegui ajudar alguém com isso tudo, fico muito feliz.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Perdida em um mundo de sonhos, onde o desejo e o dever me dilaceram, sinto a dor do tempo que passa e nada posso fazer.
Aquela velha casa... Aquela velha canção... Aquelas velhas palavras... Aqueles velhos olhos castanhos...
Você está tão perto de mim e, ao mesmo tempo, tão longe! Não posso suportar a distância intransponível das folhas brancas e frias de um papel morto, mas que possui tanta vida dentro de si.
Me sinto desprezada, me sinto rejeitada, mas... Quando penso e vejo a realidade, sei que não sabe de mim... Nunca soube e nunca saberá, pois é feito de papel, tinta e sonhos.
Por que diabos, então, insiste em ser tão real? Pelos deuses!
O cheiro de seus cabelos, que o vento insiste em trazer, é o cheio do deserto... Da areia que subia no dias secos de verão e sujava suas botas quando descia de sua bela montaria... Da brisa marinha, soprando meus cabelos à beira do mar... É o cheiro da pólvora, é o cheio do sangue.
Seus olhos, afiados como os de um falcão, me fitavam com avidez de um modo que, se fosse real, não o faria.
Isso dói. A realidade dói.
Eu serei uma eterna romântica, mesmo com todas as cicatrizes que este mundo real possa deixar em meu coração...
Pois dói... é muito triste sonhar assim; dói muito acreditar e não ter depois. Simplesmente dói. Mas não posso deixar isso de lado, assim como não posso esquecer de suas brincadeiras e de sua fala eloqüente, que me encantou desde o primeiro olhar, desde as primeiras linhas...
Agora, parada diante daquela velha casa, ouvindo a mesma velha canção e sentindo o mesmo velho aroma e areia, sal e pólvora, deixo que o vento brinque com as mechas de meus cabelos claros e leve para junto de você, onde quer que esteja, meus pensamentos infantis e cheios de fantasia.
Como se fosse uma mesura, ajeito meu chapéu para o céu noturno e parto, para onde não sei, talvez para meu o quarto... Talvez para algum saloon quaquer para beber e cantar as velhas canções tocadas no velho piano há tanto tempo...
Vivo em dois mundos, e minha mente é repartida.
Acho que estou preparada para viver neste mundo.
Mas estaria o mundo preparado para que eu viva nele?

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fogo

Fogo. FOGO. Quase assim, literal. E isso é tudo que ela sente. Sente um arder no peito, na mente, no ventre e mais abaixo... Fogo que a consome, das mais apaixonadas às mais desapaixonadas atitudes... Não. Apaixonadas, sim. Podem muitas vezes não ser boas, mas há paixão em tudo que se manifesta nela, com ela, através dela, dentro dela.

Fogo.

O mesmo fogo que usa para amar, odiar, chorar, ler, escrever, desenhar, cantar, correr. Tudo a consome como se fosse a mais pura lenha, lenha pura e seca que queima sem pudor, assim como ela tantas vezes o fez queimar e suspirar em noites de sua mais pura devoção e, de seu estado de brasas quentes, levemente adormecidas, com seu beijo doce lhe despertou o mais sincero

Fogo.

Dia após dia, o mesmo fogo queima, consome, ora cá lhe aquecendo para dormir, ora lá queimando sua face branca com lágrimas ferventes, mas são sempre as mesmas chamas, as mesmas chamas... Sempre as mesmas... As mesmas... Sempre...

Ardente é a paixão com que ama, odeia, se assusta, se desassusta, chora e grita!!!

Assim como fogo, incendeia e apaga. Demoradamente... Ou não. Normalmente se vai como vem, mas está sempre lá, presente.

Por que há, então, de ser tão nocivo tal fogo que parte tão rápido como chega, e é o mesmo que queima e queima e que a consome como lenha, seja para chorar, seja para agir, seja para amar?

terça-feira, 15 de junho de 2010

Estou andando há anos incontáveis - séculos - em relação à minha insignificante existência, mas tempo suficiente para perceber que a vida não passa de um tabuleiro, um tabuleiro redondo que gira sobre um eixo. Sobre esse tabuleiro acontece nosso jogo, o jogo de cada um.
Este jogo é como qualquer outro, onde no começo você se enrola, perde, cai e levanta novamente. Para os que sobrevivem os macetes vão aparecendo e você vai se tornando mestre na arte de jogá-lo pois, é sempre o mesmo tabuleiro redondo, com os mesmos 360º e seus minutos e segundos, e estando parado ou não, girando rápido ou não, você acaba caindo na mesma casa, no mesmo grau, no mesmo minuto, no mesmo segundo.
Aí cabe a cada um aprender o possível com cada etapa do jogo para que, quando ela torne a aparecer, você saiba exatamente como contorná-la. Sabendo isso você pode alterar a forma de jogar. Pode jogar de seu jeito. Pode dar suas cartas.
Isso significa domínio sobre o jogo, domínio esse que só é alcançado quando há o domínio da própria existência. E quando há o domínio da consciência, há o domínio to todo.
As pessoas são os peões, o tabuleiro é o tempo e o eixo sobre o qual ele roda é a minha mente.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Eldest - Opinião

Estou terminando de ler Eldest! Uma leitura tardia, porém não tive condições de lê-lo anteriormente.
Comecei não gostando tanto quanto do anterior, mas agora só posso dizer que é genial! Christopher Paolini entupiu A Herança de clichês; mas são clichês que inspiram a todos.
Meu conhecimento empírico da escrita me levou à conclusão de que os leitores de determinados temas buscam tais coisas, como personagens sofredores que se julgam fracos e carregam fardos pesados demais (Harry Potter, Frodo Bolseiro, Lucky Skywalker), climas apoteóticos, batalhas sem esperanças, etc. Paolini foi extremamente inteligente, assim como J.K.Rowling, ao pegar coisas comuns em fantasia (dragões, cavaleiros, elfos e anões no caso d'A Herança e varinhas mágicas, unicórnios, castelos, palavras mágicas e magos no caso de Harry Potter) e misturá-las de modo a tornar tudo muito atraente. Além de criar 'legados' ou, como o nome já diz, A Herança, onde o protagonista lida com um destino certo, sem opção de alterações, propiciados por uma magia antiga e imutável.
Isso tudo cria um 'encanto' em torno de certos personagens; usando exemplos já citados, o ovo de Saphira se abre para Eragon, o que o torna especial em comparação à todos os outros que o tocaram na tentativa de fazer o dragão eclodir, dando-lhe o dom de se tornar um Cavaleiro de Dragões; Os Jedi e sua natural propensão para controlar a Força os torna especiais, fazendo com que os fãs possuam o desejo, íntimo ou não, de ter esses dons; presenteados pela natureza com algo nato e muito especial.
Quando você consegue atingir esse objetivos e criar essa magia, pode ter certeza que dará certo! Espero conseguir isso nas minhas criações!

Até mais.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Minha visão da Ficção

Nada não existe. Se passou pela sua cabeça é possível.
Nada não existe. Não existe mais ou ainda não existe.
Se não existe mais, é por que alguém um dia o fez existir.
Se não existe ainda – materialmente falando – é por que nossa técnica ainda não o alcançou.
Pense em tudo o que você acha impossível – que o fizeram achar impossível – Viajar mais rápido que a luz. Teletransportar-se. Qualquer coisa.
Você considera tudo isso intangível por que assim o fizeram. A Ciência te cega, dizendo que algo é impossível e ridicularizando teorias e fantasias, até que algo é descoberto e então vira avanço científico.
Quantas coisas já não foram assim? Diziam que nunca algo mais pesado que o ar poderia voar e hoje temos aviões cortando o céu do mundo inteiro.
Pretenciosamente achamos que a única forma de inteligência no Universo é a nossa. O homem começou, a passos lentos, a viajar pelo espaço partindo de um planeta relativamente jovem e a mandar sondas pelo vácuo e não acredita que possa haver outros seres curiosos como nós em um Universo imenso e constantemente em expansão.
Só alcançaremos as estrelas quando a consciência humana deixar de ser terrena e tornar-se universal. Tudo no Universo é formado pelos mesmos elementos, inclusive nós. Tudo é uma grande teia que funciona junto e carrega um fardo pesadíssimo com fios extremamente finos.
Nada é impossível. Tudo existe. Basta apenas imaginar. E essa é a lógica da Ficção.
Viva a Fantasia.
Viva a realidade.
Acredite no Realismo Fantástico; O fantástico é real e a realidade é tão fantástica que, quando abrirmos os olhos e enxergarmos o Universo sem dogmas perceberemos o quanto a humanidade ignorou durante tanto tempo.

sábado, 28 de março de 2009

Fraude no Teletransporte

Mês passado minha mãe foi assaltada na boca do caixa eletrônico. Dois espécimes humanos em fase de desenvolvimento a abordaram durante a transação, levaram o seu dinheiro e ainda por cima a arranharam. Um dia depois deu no jornal que estava virando moda esse negócio de assalto aos terminais eletrônicos e que cada vez mais as pessoas estavam sendo assaltadas e principalmente seqüestradas.
É lógico que, como boa brasileira que sou, isso nada me surpreendeu, pois, em um país como este onde até – e principalmente – os mais ricos roubam tanto, o que se dirá dos mais necessitados?
Acontecimentos como este nos levam a pensar em como será o nosso mundo quando automóveis voarem e os paraísos fiscais forem a centenas de ano-luz da Terra? Se o Brasil não evoluir culturalmente junto com os outros países, teremos CPI’s em escala galáctica, pois fulano de tal tinha uma conta na Lua, para onde mandava parte da verba destinada à manutenção do Sistema Público de Teletransporte.
E não vai longe! Pensemos nos teletransportadores, então. O número de BO’s cresceria imensamente! “Alô, é da Polícia? Socorro! Um homem apareceu aqui no teletransportador e levou a TV que eu nem acabei de pagar ainda!”, ou notícias assim apareceriam nos telejornais: “E a gangue do teletransporte continua a espalhar o pânico na cidade de São Paulo. Mais de quinze seqüestros relâmpago já foram registrados. As vítimas entram na máquina e são desviadas de seu destino até o cativeiro. Especula-se que haja ligação entre a gangue e o Ministro das Teletransposições.”.
Será que um dia a humanidade inteira poderá desfrutar de plena evolução material, sem que haja mais ou menos favorecidos, ou esse tal ‘boom tecnológico’ só ocorrerá quando todos os seres humanos forem inteligentes o suficiente para aproveitá-lo da maneira certa?
Espero que entre as duas, seja a segunda opção, senão nós, brasileiros, estamos condenados!
”Funcionários da Companhia Brasileira do Teletransporte Público estão em greve, reivindicando reajuste de 14,5% e não tem previsão de volta.”.
Francamente!

domingo, 15 de março de 2009

Estréia - Um pouco sobre

Eu escrevo há muito tempo. Muito tempo mesmo. Diria que comecei cedo até... Aos dez anos. Uma amiga chegou com uma historinha em quadrinhos que ela havia criado que me choquei em descobrir que qualquer um poderia criar mundos como quisesse e, mais chocada ainda, por não haver percebido isso antes.
Fui sempre muito criativa e minha imaginação tornava as minhas brincadeiras (em primeira pessoa) muito diferentes. Quando me vi em uma idade onde as pessoas começam a brincar de viver de verdade, percebi que não podia fazer como a maioria e abandonar meu mundo, tão real e sólido a meu ver, e viver a vida sem magia do mundo real.
Assim a escrita se tornou o modo que eu desenvolvi para viver minhas fantasias sem ter de brincar.

Há tempos eu queria criar um Blog, mas sempre que me propunha, vinha a aquela pergunta: O que escrever num Blog?
Várias coisas aconteciam, e pensamentos ou "causos" me davam idéias interessantes e eu pensava: Isso seria uma coisa legal para escrever... Mas como eu não tinha o Blog eu deixava passar em branco e acabava esquecendo.
Depois de acontecimentos contínuos e experiências inusitadas em um intervalo de tempo tão curto como esse fim de semana que passou, eu cheguei à conclusão de que sempre haverão coisas para escrever aqui... Então resolvi criar o Blog de vez e deixar de armazenar as coisas na minha cabeça - não exatamente armazenar, por que as informações não gostam de mim e acabam indo embora - o que é mais um motivo para que eu registre os meus pensamentos e causos antes que eles fujam.

Poderia começar pelos acontecimentos do show da minha banda na sexta, mas isso exigiria uma explicação mais profunda de algumas coisas do meu ser e isso já é uma outra história, que fica para alguma próxima.

Saudações a todos.